12 December 2017

Prana



O prana é uma energia de vida espalhada por toda a terra pela água, pelo ar e pelo fogo; mas é principalmente transportada pelos raios do Sol, e é de manhã, muito cedo, que ele é mais abundante.
Cada uma das suas partículas é como uma gotícula cristalina, uma pequena esfera luminosa em suspensão cheia de uma essência espiritual e, pela respiração, nós absorvemos algumas gotas de luz.

Ao fazermos passar o ar pelas narinas conscientemente, pomos em marcha os nossos centros subtis, que trabalham para extrair dele a sua quinta-essência.
Depois de captada, essa quinta-essência começa a circular; ela é como um fogo que corre ao longo das ramificações nervosas situadas de ambos os lados da coluna vertebral.
Assim como o sangue circula pelas veias, pelas artérias e pelos vasos capilares, o prana circula no nosso sistema nervoso.
Depende, pois, da nossa maneira de respirar, não só a nossa saúde física, mas também a aquisição das faculdades espirituais, o despertar dos chacras.


O.  MIKHAËL  AÏVANHOV

11 December 2017

The Mirroring World

We Are Like Nature

Nature is a mirror, inspiring and teaching us, deepening our sense of belonging in the world. Wherever you look, you can see that our patterns and the patterns of the natural world are the same. You can find this resonance in every form, from molecules to plants and animals and to planets. We live our lives according to the same principles as the trees, the mountains, the clouds, and the birds.

We begin our lives in the womb, folded in on ourselves like the bud of a flower. We can see our whole lives in the mirror of this natural form. When we emerge from the womb, we slowly begin our unfolding, just as the flower begins to open its petals. At its prime, the flower draws many insects to it and also the eyes of appreciative humans. When the flower's petals begin to fade and its life cycle comes to an end, it ceases to hold itself upright and returns to the earth. Traditionally, we return to the earth, just as all plants and animals do. Like flowers, we leave behind seeds in the forms of children and other gifts only we could have given. They continue to unfold even after we are gone. Rebirth is encoded into our lives, and death is just one part of the cycle.

Look around you, and you will find connection and insight. Notice how your moods shift from one to another like the sky shifts from bright blue to turbulent grays. Your thoughts are like clouds, appearing, changing shape, passing through, and then disappearing without a trace. The rain cleanses the sky, just as an emotional release cleanses your mind. The sky itself is your eternal awareness, unchanging underneath all these permutations. Let it reflect back to you your own abiding perfection.

As you walk through the world, find your own metaphors for connectedness in nature. Flesh them out fully and follow them as they lead you through the mystery and intelligence of life.



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27 November 2017

Os Sete Raios, por Alice Bailey




Os Sete Raios são a primeira diferenciação da divina triplicidade Espírito-Consciência-Forma, e proporcionam todo o campo de expressão para a Divindade manifestada. Dizem-nos as escrituras do mundo que a interação ou relação entre Pai-Espírito e Mãe-Matéria produz eventualmente um terceiro, o Filho, ou aspecto consciência. A este Filho, produto de ambos, se define esotericamente
como ―o Uno que foi o terceiro, porém é o segundo‖. A razão de tal terminologia reside em que primeiro existiam o dois aspectos divinos Espírito-Matéria, ou matéria impregnada de vida, e somente quando estes dois alcançaram sua mútua unidade (observem a necessária ambigüidade desta frase) que o Filho surgiu. O esoterista, no entanto, considera Espírito-Matéria como a primeira unidade, e o Filho, o segundo fator. Este Filho, a vida divina encarnada na matéria é, por conseguinte, o que produz a diversidade e a imensidão de formas, é a personificação da qualidade divina. Poderíamos para tanto empregar, para maior clareza, os termos Vida-Qualidade-Aparência, que podem ser substituídos pela triplicidade mais comum Espírito-Alma-Corpo ou Vida-Consciência-Forma.

Utilizarei a palavra Vida quando me referir ao Espírito, à energia, ao Pai, ao primeiro aspecto da Divindade e este essencial dinâmico Fogo elétrico, e que produz tudo que existe, e é a sustentadora, originadora Fonte e Causa de toda manifestação. Utilizarei a palavra Aparência para expressar aquilo que chamamos matéria, forma ou expressão objetiva; é esta aparência ilusória, tangível e externa animada pela vida. Este é o terceiro aspecto, a Mãe, ofuscada e fertilizada pelo Espírito Santo ou Vida, unida à substância inteligente. Este é o fogo por fricção — uma fricção originada pela vida e matéria em sua interação, que produz uma constante troca e mutação. Utilizarei a palavra Qualidade para expressar o segundo aspecto, o Filho de Deus, o Cristo cósmico encarnado na forma
— forma que veio à existência pela relação do espírito e da matéria. Esta interação produziu a Entidade psicológica denominada o Cristo. O Cristo cósmico nos demonstrou sua perfeição no que diz respeito à família humana através do Cristo histórico. Esta entidade psicológica é capaz de por em funcionamento ativo uma qualidade que existe dentro de todas as formas humanas, a qual esotericamente pode ― obliterar as
formas‖ e atrair tanto a atenção, que oportunamente será considerada o fator principal e que constitui tudo o que é. Tal verdade a respeito da vida, da qualidade e da forma, está bem claramente evidenciada para nós na história do Cristo da Galiléia. Continuamente recorda a seu povo que Ele não era o que aparentava ser, nem tampouco era o Pai no Céu, e todos os que O amam e O conhecem se referem a Ele em termos de qualidade. Demonstrou-nos a qualidade do amor de Deus, e encarnou em Si mesmo não só o que havia evoluído das qualidades dos sete raios, mas também, como fazem uns poucos filhos de Deus, o princípio básico do raio do próprio Logos solar, a qualidade do Amor.



Alice Bailey - Psicologia Esotérica I - Portugues


21 November 2017

Harmonia








"Esforçai-vos, diariamente, por entrar em Harmonia com toda a criação. Para isso, deveis primeiro estabelecer relações de harmonia com o Senhor, o Principio Criador, a Causa Primeira. (...)"

O.M.Aivanhov, em 'Harmonia e Saúde'


Queremos o puro ouro da pura consciência...


Pouco a pouco,
passo a passo,
os sábios removem as suas próprias impurezas
tal como o ourives as retira do ouro.

v.239



"Não importa a quantidade de objectos que nos é oferecida, isso nunca nos deixará completamente satisfeitos. Queremos o puro ouro da pura consciência e para tal precisamos de entrar nos fogos da purificação. Este verso instruí-nos em como tomar atenção à combustão: demasiado calor - estamos a esforçar-nos demasiado; calor suficiente - estamos a fugir das dificuldades, seguindo as nossas preferências visando o nosso conforto e facilitismo, o que leva a uma falta de evolução na nossa prática. Conforme os anos vão passando apenas vamos ficando mais tolos. Os nossos hábitos são as impurezas e com um gradual e refinado afinamento dos nossos esforços aprendemos a abrir mão. O objectivo de todo processo é a realização do estado de consciência luminosa. Teremos então algo inerentemente valioso para partilhar com os outros."

Dhammapada-Reflexões, Ajahn Munido

07 November 2017

06 November 2017



"Diz-se a respeito de um mestre Zen que ele era capaz de arrancar rochas muito grandes, remover rochas muito grandes – e ele era um homem muito frágil. Era quase impossível olhando para sua fisiologia. Homens mais fortes, muito mais fortes do que ele, eram incapazes de remover essas rochas, e ele simplesmente as tirava muito facilmente.

Perguntaram-lhe qual era o seu truque. Ele disse: ‘Não há nenhum truque – eu amo a rocha então a rocha ajuda. Primeiro digo a ela: Agora meu prestígio está em suas mãos, e essas pessoas vieram assistir. Agora me ajude, coopere comigo’. Então simplesmente seguro a pedra amorosamente... e aguardo o sinal. Quando a rocha me dá o sinal – é um estremecimento, toda a minha espinha começa a vibrar – quando a rocha me dá o sinal de que ela está pronta, então eu a movo. Você se move contra a rocha, é por isso que é necessária tanta energia. Eu me movo com a rocha, fluo com a rocha. Na verdade, é errado dizer que eu a removo – eu simplesmente estou ali. A rocha se move por si mesma.

Um grande mestre Zen era carpinteiro, e sempre que ele fazia mesas, cadeiras, de alguma forma elas tinham alguma qualidade inefável nelas, um tremendo magnetismo. Perguntaram-lhe: Como é que você as faz?

Ele disse: 'Eu não as construo. Eu simplesmente vou para a floresta: o básico é perguntar à floresta, às árvores, que árvore está pronta para se tornar uma cadeira’.

Se você é amoroso você verá que toda a existência tem individualidade. Não puxe nem pressione as coisas. Observe, se comunique; aproveite sua ajuda – e muita energia será preservada".

Osho 

05 November 2017

Árvore genealógica


"Por todo o Mundo, as pessoas desligaram-se da sua árvore genealógica. Estão desenraizadas há tanto tempo que se esqueceram do que significa estar ligado aos antepassados. E quando estamos desligados da nossa árvore genealógica, estamos desligados da árvore da humanidade."




Mandaza Augustine Kandemwa, curandeira tradicional

Em fase de Lua cheia...







“A meditação da Alma é de natureza rítmica, como tudo no universo. A Alma respira e a sua forma vive por isso. A natureza rítmica da meditação da Alma não deve ser passada por alto na vida do aspirante. Há um fluxo e refluxo em toda a natureza, e na maré do oceano vemos a maravilhosa representação de uma lei eterna. ...a idéia da resposta cíclica ao impulso da Alma acha-se por trás das atividades da meditação matutina, do reconhecimento do meio-dia e da recapitulação vespertina. Nos aspectos da Lua Cheia e Lua Nova, temos um maior fluxo e refluxo”. 

Alice A. Bailey


04 November 2017

Vida


" A morte não existe,
somos todos imortais
e tudo é imortal.
Aos dezassete não devemos temer a morte,
nem aos setenta".


Arseny Tarkovsky



01 November 2017

Da vida à morte à vida

Nascemos da escuridão, para a escuridão voltaremos, porque tu és pó e ao pó voltarás.

A nossa relação espiritual com os antepassados começa com o entendimento de que a morte é um rio natural de passagem.




Quando os nossos entes queridos morrem, tomam o seu lugar como antepassados na nossa árvore genealógica. De lá, podem comunicar connosco para que nos sintamos seguros e reconfortados em tempos difíceis. Para desenvolver a nossa relação espiritual com os nossos antepassados temos primeiro de estar dispostos a acreditar na possibilidade de que há um lugar para além da  morte onde eles residem. É importante acreditar que eles podem e irão comunicar connosco quando precisarmos de apoio.

Os nossos antepassados estão sempre connosco, mas. muitas vezes é apenas quando os nossos pais ou avós morrem que abrimos a porta da nossa ligação a eles.

 Ao ligarmo-nos aos nossos antepassados , experimentamos a luz do amor que flui através da nossa linhagem familiar, deles para nós e daqui para os nossos descendentes.

Natalia O'Sullivan

31 October 2017

Outras vibrações...




Penetrar noutros mundos, noutras vibrações além do espectro electromagnético pode ser um longo passo à frente para explicar mistérios incompreensíveis aos físicos que se limitam ao estudo de quem vê com os olhos físicos e seus instrumentos.

Dorothy Maclean

30 October 2017

Dar é receber






"O maior medo que seu ego sente com relação a dar é que dar é perder. O ego pensa que: quanto mais amor você dá, menos você tem; quanto mais alegria dá, mais se diminui; quanto mais esperança dá, mais se esvai; e quanto mais apoio dá, mais ele o destrói. Fica claro que o ego vê toda forma de doação como uma amputação, não como uma extensão. Contudo, isso não é doação, é um sacrifício que leva à perda.
A verdade é que dar é um tesouro por si só. Por exemplo, quando você oferece seu sorriso, é seu corpo que registra mais células "T"; quando dá amor, é seu coração que recebe a mensagem, e quando elogia alguém, sua consciência é que se eleva. Aquilo que você dá aos outros, você afirma para si mesmo. Dar é receber. Não existe perda.

Outro medo de dar é que dar leva a rejeições e mágoas. Se você confunde dar com barganhar, isso é verdade. Quando sua doação tem um preço, você pode ganhar ou perder. E quando você dá para receber, pode ficar desapontado. Quando você dá de maneira incondicional, é impossível perder.

Dar é seu propósito. Pense nisso! 
Se você chega com nada e sai com nada, não tem sentido desperdiçar todos os seus poderes apenas para receber. Quando a vida é apenas receber, seus músculos cardíacos murcham e você fica tomado pelo medo, desapontamento e sensação de perda. Além disso, já percebeu que quando tenta apenas receber, você nunca fica satisfeito?

Dedique-se hoje a estar mais presente e mais aberto. Faça com que aquilo que você dá venha por seu intermédio e não de você. Desse modo, não há carência. Seja realmente incondicional ao dar, para que não haja medo ou perda. Que sua doação seja seu tesouro. Se hoje você vivencia conflitos, carências ou lutas, abra mão das expectativas, das exigências e planos e de procurar conseguir alguma coisa. 
Dê-se incondicionalmente. Você nunca é diminuído e nunca perde".

Robert Holden - "Mudanças Acontecem"

24 December 2016

We awaken in Christ's body



We awaken in Christ's body,
as Christ awakens our bodies,
and my poor hand is Christ,
He enters my foot, and is infinitely me.

I move my hand, and wonderfully
my hand becomes Christ,
becomes all of Him (for God is indivisibly whole, seamless is His Godhood).

I move my foot, and at once
He appears like a flash of lightning.
Do my words seem blasphemous? - Them
Open Your heart to Him

and let Yourself receive the one
who is opening to You so deeply.
For if We genuinely love Him,
We wake up inside Christ's body

Where all our body, all over,
every most hidden part of it,
is realized in joy as Him,
and He makes Us, utterly, real,

and everything that is hurt, everything,
that seemed to Us dark, harsh, shameful, maimed, ugly, irreparably damaged, is in Him transformed
and recognized as whole, as lovely,
and radiant in His light
We awaken as the beloved
in every last part of our body.


Symeon the new theologian (949-1022)